Rosita Salvador, o “bebé milagroso” das cheias de 2000 em Moçambique, morre aos 25 anos
Rosita Salvador, símbolo das cheias de 2000 em Moçambique e conhecida como “bebé milagroso”, morreu aos 25 anos.
Rosita Salvador Mabuiango, conhecida internacionalmente como o “bebé milagroso” das cheias de 2000 em Moçambique, faleceu aos 25 anos após enfrentar uma doença prolongada. A informação foi confirmada por familiares e repercutida pela BBC.
Rosita tornou-se um símbolo de esperança durante uma das maiores tragédias naturais da história de Moçambique. Em fevereiro de 2000, nasceu no topo de uma árvore onde a sua mãe, Carolina Cecilia Chirindza, se refugiou para escapar às devastadoras inundações provocadas pelo transbordo do rio Limpopo.
Após vários dias isolada pelas águas, Carolina entrou em trabalho de parto e deu à luz numa situação extrema. Pouco depois, mãe e filha foram resgatadas por um helicóptero militar sul-africano, numa operação que ficou registada por câmaras de televisão e correu o mundo.
A imagem do resgate transformou Rosita num símbolo internacional de sobrevivência e resistência. Ainda bebé, viajou com a mãe para os Estados Unidos da América para participar em eventos de sensibilização sobre os impactos das cheias em Moçambique.
Segundo familiares, Rosita enfrentava problemas de saúde há vários anos, incluindo anemia e tuberculose. O agravamento do seu estado levou ao internamento hospitalar durante mais de duas semanas, vindo a falecer na manhã de segunda-feira.
O Presidente da República, Daniel Chapo, lamentou a morte da jovem, destacando que Rosita representava um símbolo de esperança para muitas raparigas moçambicanas e para o país em geral.
Nascida no distrito de Chibuto, província de Gaza, Rosita concluiu os estudos secundários e constituiu família, deixando uma filha de cinco anos. Apesar da notoriedade internacional, familiares afirmam que enfrentou dificuldades para prosseguir os estudos superiores.
As autoridades municipais de Chibuto anunciaram que estão a colaborar com a família na organização das cerimónias fúnebres, em homenagem a uma jovem cuja história marcou uma geração de moçambicanos.
