Greve de professores em Xai-Xai ameaça cumprimento do calendário escolar para mais de cinco mil alunos
A paralisação das actividades lectivas em várias escolas do distrito de Xai-Xai, na província de Gaza, continua a gerar preocupação entre encarregados de educação, estudantes e autoridades do sector da Educação. A situação já afecta cerca de cinco mil alunos e coloca em risco o cumprimento do calendário escolar deste ano.
O movimento grevista envolve aproximadamente 250 professores de diferentes estabelecimentos de ensino, que reivindicam o pagamento de horas extraordinárias em atraso desde 2023, além de contestarem alegados cortes salariais considerados injustificados.
Segundo os docentes, várias promessas de resolução foram apresentadas ao longo dos últimos anos, mas os problemas permanecem sem solução. Como forma de pressionar as autoridades competentes, os professores decidiram suspender as actividades lectivas por tempo indeterminado.
Milhares de alunos afectados
A greve está a afectar diversas instituições de ensino da cidade de Xai-Xai, deixando milhares de estudantes sem aulas. Enquanto o impasse continua, muitos alunos permanecem nas escolas sem actividades pedagógicas regulares, aumentando o receio de atrasos no processo de aprendizagem.
Os professores afirmam que a medida foi tomada após sucessivas tentativas de diálogo sem resultados concretos. Além das questões salariais, alguns docentes denunciam a existência de um ambiente de pressão e intimidação relacionado com as reivindicações apresentadas.
Calendário escolar em risco
Especialistas do sector da Educação alertam que o prolongamento da greve poderá comprometer o calendário escolar e afectar o desempenho académico dos alunos, sobretudo daqueles que se encontram em anos de exames.
Entretanto, encarregados de educação manifestam preocupação com a falta de uma solução rápida para o conflito, apelando ao diálogo entre as partes para garantir o regresso dos professores às salas de aula e a normalização do processo de ensino e aprendizagem.
Até ao momento, as negociações entre os docentes e as autoridades educacionais continuam sem um desfecho definitivo, enquanto milhares de estudantes aguardam o regresso das aulas.
