O Banco de Exportação-Importação dos Estados Unidos (Exim Bank) aprovou um empréstimo de cerca de 4,7 mil milhões de dólares (quase 5 mil milhões) para apoiar o megaprojeto Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies em Cabo Delgado.
A decisão, tomada em março de 2025 pelo conselho nomeado na administração Trump, reativa um financiamento aprovado originalmente em 2019, mas suspenso desde 2021 devido a ataques insurgentes na região. Esta aprovação é vista como um passo chave para retomar as obras paralisadas há quase cinco anos.
Detalhes da aprovação
O financiamento visa exportações de bens e serviços dos EUA para a construção da planta de gás natural liquefeito (GNL) na Península de Afungi. O projeto total está orçado em cerca de 20 mil milhões de dólares e inclui produção offshore e onshore. O Exim Bank já havia autorizado 5 mil milhões em 2019, mas o valor foi ajustado para 4,7 mil milhões na reaprovação. A medida apoia cerca de 16.400 empregos americanos durante a fase de construção, segundo o banco. A TotalEnergies espera que esta decisão desbloqueie outros financiamentos internacionais nos próximos meses.
Impacto para Moçambique
A retoma do projeto pode impulsionar a economia moçambicana, com potencial para gerar receitas fiscais significativas, empregos locais e desenvolvimento na província de Cabo Delgado. No entanto, o anúncio ocorre em meio a controvérsias: ONGs internacionais criticam o projeto como uma "bomba de carbono" que agrava as mudanças climáticas e alertam para alegações de violações de direitos humanos ligadas a forças de segurança na área. Algumas agências de crédito europeias (como do Reino Unido e Países Baixos) retiraram ou questionaram apoio, citando riscos ambientais e sociais. Processos judiciais contra o Exim Bank foram movidos por organizações como Friends of the Earth e Justiça Ambiental, alegando falhas em avaliações ambientais e de direitos humanos.
Medidas e perspectivas futuras
A TotalEnergies e o governo moçambicano afirmam que a segurança na região melhorou substancialmente, com planos de mitigação implementados. O Presidente Daniel Chapo e o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, já sinalizaram o relançamento oficial do projeto em 2026. Apesar das críticas, a aprovação do Exim Bank é considerada um sinal positivo para investidores, podendo atrair mais capitais para o setor de energia em Moçambique.
Esta aprovação representa um avanço importante para o maior projeto de GNL de África, mas levanta debates sobre sustentabilidade, direitos humanos e transição energética. Fique atento a desenvolvimentos oficiais da TotalEnergies, governo moçambicano e fontes internacionais confiáveis.
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